terça-feira, 13 de abril de 2010

TESOURO DIVINO

Oportuno meditar, de vez em vez, quanto aos valores do tempo, a fim de que não nos enganemos no apreço que se deve inelutavelmente ao aproveitamento das horas.
O ritmo do tempo é disposto de tal modo pela Sabedoria do Universo, que basta alguma reflexão superficial para entendermos o senso das oportunidades que surgem múltiplas e diferenciadas entre si, oferecendo-nos aquilo que podemos nomear como sendo o "momento da realização".
Nos processos da Natureza, tarefas existem que reclamam estação especial, a menos que se arrisque o homem a problemático tentame artificial.
A produção da primavera não é a mesma do outono.
Atividades do verão recusam climas de inverno.
Assim também, na experiência humana.
Há construções espirituais para a infância, outras para. a madureza.
Especificam-se obrigações para as pessoas casadas que diferem daquelas que se reservam aos solteiros e vice-versa.
Cada tempo é um tempo diverso do outro, embora se pareçam qual acontece com os dias supostamente iguais e que, no fundo, são absolutamente diversos quanto à posição que lhes cabe no calendário.
A Doutrina Espírita despertando-nos para a acepção exata do tempo como sendo concessão do Senhor, empréstimo de recursos, caução de valores potenciais ou contrato entre nós e a vida para execução de serviços determinados, que reverterão invariavelmente a benefício de nós mesmos, ensina-nos que é preciso aproveitar o "momento da realização" que a oportunidade exibe à nossa frente.
Trabalhar se é instante de trabalhar, aprender se é ocasião de aprender, ouvir se é a hora de ouvir, falar se o ensejo é de falar, com o discernimento preciso, a fim de que o tempo não se escoe debalde.
Preencher os claros da existência e ocupar os vazios da estrada com plantações de estudo, serviço, bondade e construção.
Habituamo-nos a dizer que é necessário dar tempo ao tempo nisso ou naquilo e todos nos achamos concordes quanto a semelhante imposição.
Mas o tempo da expectativa nada cria de bom e de útil, sem o tempo de preparação do que seja útil e bom.
Aguardamos o dia de colher, entretanto não há dia de colher se não houve dia de plantar.
O tempo é crédito permanentemente aberto pelo Criador, na instituição da eternidade da vida e dos mundos para todas as criaturas, contudo, só existe, em substância, se aproveitado.
Repetimos incessantemente que é necessário contar com o tempo e esperar o tempo, mas o tempo sozinho, ao invés de fazer o bem que não fazemos, como que deteriora de modo providencial o que está feito, chamando-nos à responsabilidade de continuar com o serviço que não nos compete menosprezar.
Vejamos o medicamento sem uso ou a casa desabitada que confiamos inconsideradamente à força do tempo; o que era remédio se transfigura em veneno e o que representava refúgio se transforma em ruína.
Não nos iludamos, pois, sobre o tempo.
Empregamo-lo, agindo, aprendendo, servindo, aprimorando ou mais claramente, melhorando a nós mesmos para que possamos melhorar a paisagem espiritual ou material onde estejamos.
Tempo é tesouro divino em nossas mãos, contudo somente vale se lhe damos valor.

ANDRÉ LUIZ
página do livro "SOL NAS ALMAS", pelo médium Waldo Vieira

domingo, 11 de abril de 2010

A VIDA E O AMORR

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer
senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança, mas alguém aparece para nos confortar.
Às vezes o amor nos machuca profundamente,
e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar,
tanto quanto precisamos respirar, é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida,
e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas,
e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por do sol,
a magnitude de uma noite estrelada,
a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto,
é a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras
e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.
Percebe que não há como distinguir os bons e os maus,
pois poucos nascem assim, a vida é que os torna melhores ou piores,
pelas tristezas e felicidades que passaram e experiências vivenciadas.
É como se a vida fosse formada por corações e cruzes,
onde os corações representam nossos momentos felizes,
o carinho e amor que recebemos, e as cruzes são nossas dores,
decepções, sofrimentos, momentos ruins pelos quais passamos.
Então você poderá entender que alguns de nós vivenciaram
pouquíssimas cruzes e muitos corações o que fará com que
essas pessoas tenham muito mais amor a transmitir,
outras passaram pelo contrário e são predominantemente frias, insensíveis,
buscam coisas materiais, acreditam que os fins justificam os meios,
com essas é preciso ter cuidado, alguns podem mudar e melhorar,
outros podem mudar você e trazê-lo para a realidade deles.
Assim ao conhecer alguém preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu.
Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando
seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá,
manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam,
esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo,
pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Aproveite ao máximo seus momentos de felicidade,
quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto
se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento
essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso,
do que teria sido no passado.

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário,
existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora,
nem exagere em seu sofrimento,
esperar é dar uma chance à vida para que ela
coloque a pessoa certa em seu caminho.

A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar,
mas o importante é que ela venha para ficar
e não esteja apenas de passagem, como acontece
com muitas pessoas que cruzam nosso caminho.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

SE SOUBESSEMOS
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.. ." - Jesus.(LUCAS, 23 :34.)

Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.
Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão, observando o, sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.
Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres.
Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração, não perpetraria o delito da indiferença.
Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da prática infatigável da fraternidade e da cooperação.
Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.
Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas, jamais nos afastaríamos do caminho reto.
Perdoa, pois, a quem te fere e calunia.
Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o que fazem.

Do livro FONTE VIVA
FRANCISCO CANDIDO XAVIER