Para onde te voltes, Deus é a Presença única, total, pulsante, e é o poder real, permanente, inigualável, que atua sem cessar.
Tudo vibra e se movimenta graças à Sua força, ao impulso inicial, que DEle procede.
É imperioso abrires a mente e o coração, conscientemente, a essa energia, a fim de te deixares penetrar, adquirindo os recursos que dela fluem e assim tornando-te usina reguladora, a irradiar em todas as direções. Ao fazê-lo, envolverás os demais individuos em bençãos, modificando a estrutura ambiental, e os enriquecendo de valores insuperáveis.
O medo e a dúvida, a mágoa e a insensatez cederão lugar à confiança e à coragem, abrindo espaço para os logros elevados do Espírito eterno. Se adotas pensamentos de depressão ou de violência, de enarmonia ou de escassez neste ambiente repleto de vida, isolas-te, alienando-te do poder de Deus e buscando a fraqueza de ti mesmo. Todavia, se te permites im pregnar pela pujança da Sua vitalidade, essa paz segue em tua direção e te envolve em sucessivas ondas que te resguardam das agressões e hostilidades de fora, que jamais te alcançarão
Texto retirado do livro "Alegria de Viver" de Divaldo P. Franco pelo espiríto Joanna de Ângelis
“Sou o intervalo entre o que sou e o que não sou, entre o que o sonho e o que a vida fez de mim.” (Fernando Pessoa) Uma pesssoa que tenta se melhorar a cada dia..
sábado, 27 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Sabbath - Atividade incessante é violência contra si e contra o próximo.
O feriadão acabou, seria natural agora se todos os rostos exibissem sinais de relaxamento e satisfação. Mas basta olhar em torno de nós ou dar uma espiada no espelho para constatarmos: continuamos tensos e exauridos. O que tivemos no feriadão? Atividade, muita atividade, incessante atividade. O agito das baladas e raves, o trabalho do escritório levado para casa, o “bico” sazonal para reforçar a renda, a ação beneficente voluntária... Não importa. No final, chega-se ao mesmo efeito sobre o corpo e a alma: estresse.
Mergulhados na agitação, perdemos o ritmo entre trabalho e repouso. Passamos a trafegar na contramão da vida. O ritmo que descartamos é o que está presente na alternância entre o dia e a noite, no movimento das marés, no intervalo das batidas do coração...
A ação exige o comparecimento da pausa para que se dê a contradança, expressão de harmonia e equilíbrio. Nossa cultura da acumulação, no entanto, diz que fazer alguma coisa – qualquer coisa! – é sempre melhor e mais produtivo do que não fazer nada e, assim, nos afasta da quietude e do descanso real. Estar sempre ocupado, muito ocupado, virou um sinal de inclusão social. A recompensa? Mais dinheiro, mais reconhecimento, mais poder, mais patrimônio, quem sabe até mais amor e mais segurança. Mais, mais, mais.
Engano, ilusão. Como lembra Wayne Muller, autor do livro “Sabbath”, mesmo quando as intenções são nobres e os esforços sinceros, mesmo quando dedicamos a vida a servir o próximo, a atividade excessiva e frenética inflige sofrimento a nós mesmos e aos outros. É violência consentida que fere a muitos: ao nosso corpo obrigado a operar além dos seus limites, à família para a qual já não dispomos de tempo para conviver e assistir, aos amigos que não mais recebem o retorno de suas expressões de carinho e à comunidade e ao mundo, que o medo de perder nossas posses transforma em ameaça a ser evitada, roubando-nos a chance de sermos bons e generosos.
A lógica da atividade incessante – e, erroneamente, chamamos isso de busca da felicidade - serve à inquietação da mente, que precisa ser disciplinada a fim de que tenhamos paz e possamos, de fato, desfrutar a vida. Permanecer nesse estado é cair em um pandemônio de produção e consumo inconscientes no qual perdemos as coisas essenciais e nada saboreamos plenamente.
A solução? Lembrarmo-nos do sabbath, praticarmos o sabbath. Toda sabedoria ancestral nos convida a cumprir o preceito que na tradição judaico-cristã aparece inscrito no terceiro mandamento anunciado no Sinai: santificar o sábado (sabbath), o dia do descanso e da contemplação, da imersão em si mesmo. Pausa, ócio, atenção à vida.
O sabbath é um conceito. Não é uma prisão ao calendário. É a observância do ritmo entre trabalho e repouso, ação e meditação. É equilíbrio produtivo. Como dizia Thomas Merton, “o frenesi da nossa atividade destrói a frutificação do próprio trabalho porque mata a raiz da sabedoria que torna o trabalho frutífero”.
Textos de Jomar Morais na coluna Plural,
publicada às terças-feiras no Novo Jornal
http://www.planetajota.jor.br/outroolhar.htm
Mergulhados na agitação, perdemos o ritmo entre trabalho e repouso. Passamos a trafegar na contramão da vida. O ritmo que descartamos é o que está presente na alternância entre o dia e a noite, no movimento das marés, no intervalo das batidas do coração...
A ação exige o comparecimento da pausa para que se dê a contradança, expressão de harmonia e equilíbrio. Nossa cultura da acumulação, no entanto, diz que fazer alguma coisa – qualquer coisa! – é sempre melhor e mais produtivo do que não fazer nada e, assim, nos afasta da quietude e do descanso real. Estar sempre ocupado, muito ocupado, virou um sinal de inclusão social. A recompensa? Mais dinheiro, mais reconhecimento, mais poder, mais patrimônio, quem sabe até mais amor e mais segurança. Mais, mais, mais.
Engano, ilusão. Como lembra Wayne Muller, autor do livro “Sabbath”, mesmo quando as intenções são nobres e os esforços sinceros, mesmo quando dedicamos a vida a servir o próximo, a atividade excessiva e frenética inflige sofrimento a nós mesmos e aos outros. É violência consentida que fere a muitos: ao nosso corpo obrigado a operar além dos seus limites, à família para a qual já não dispomos de tempo para conviver e assistir, aos amigos que não mais recebem o retorno de suas expressões de carinho e à comunidade e ao mundo, que o medo de perder nossas posses transforma em ameaça a ser evitada, roubando-nos a chance de sermos bons e generosos.
A lógica da atividade incessante – e, erroneamente, chamamos isso de busca da felicidade - serve à inquietação da mente, que precisa ser disciplinada a fim de que tenhamos paz e possamos, de fato, desfrutar a vida. Permanecer nesse estado é cair em um pandemônio de produção e consumo inconscientes no qual perdemos as coisas essenciais e nada saboreamos plenamente.
A solução? Lembrarmo-nos do sabbath, praticarmos o sabbath. Toda sabedoria ancestral nos convida a cumprir o preceito que na tradição judaico-cristã aparece inscrito no terceiro mandamento anunciado no Sinai: santificar o sábado (sabbath), o dia do descanso e da contemplação, da imersão em si mesmo. Pausa, ócio, atenção à vida.
O sabbath é um conceito. Não é uma prisão ao calendário. É a observância do ritmo entre trabalho e repouso, ação e meditação. É equilíbrio produtivo. Como dizia Thomas Merton, “o frenesi da nossa atividade destrói a frutificação do próprio trabalho porque mata a raiz da sabedoria que torna o trabalho frutífero”.
Textos de Jomar Morais na coluna Plural,
publicada às terças-feiras no Novo Jornal
http://www.planetajota.jor.br/outroolhar.htm
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Mossoró comemora emancipação política no dia e mês errados.
A primeira Câmara de Vereadores de Mossoró foi instalada por direito no dia 24 de janeiro de 1853. É que no ano anterior, mais precisamente no dia 15 de março de 1852, Mossoró havia conquistado a sua autonomia política e com isso a necessidade da instalação do Poder Legislativo municipal. Assim, Mossoró desvinculou-se politicamente da cidade do Assú. Pode-se dizer que a "certidão de nascimento" do município está registrada precisamente na folha 138 do livro 2º de Leis e Resoluções Provinciais, da Secretaria do governo do Rio Grande do Norte, sob o número 246.
Para que a data histórica ficasse marcada na memória, o Brasão de Mossoró, lançado em 1912, tem em destaque os dizeres "Município de Mossoró 1852", sobre duas fitas verde-amarelas entrelaçadas sob o Brasão. Todos estes fatos têm registros e foram documentados por pesquisadores e historiadores reconhecidos.
A data passou despercebida, mas em 2004 a Câmara Municipal de Mossoró promulgou uma lei transformando em feriado municipal o dia 9 de novembro "em comemoração à data alusiva à Emancipação Política de Mossoró". Trata-se da Lei nº 2009/2004 que "torna ponto facultativo em repartições públicas municipais de nossa cidade o dia 9 de novembro e dá outras providências." O fato é que esta data na realidade marca a elevação de Mossoró, que era uma vila, à categoria de cidade.
A trapalhada dos vereadores causou confusão até nos meios escolares, como bem observou o pesquisador Geraldo Maia após uma palestra que proferiu em setembro passado. "Recentemente, durante o Seminário Novas Liberdades, me surpreendi que até muitos professores estão equivocados com relação a verdadeira data da Emancipação Política de Mossoró," comentou.
Patético, o erro dos vereadores virou motivo de piada em diversas rodas de conversa e de ironia em órgãos da imprensa. Geraldo Maia recorda ainda que dois anos após a desastrada lei, o então presidente da Câmara, "até para se livrar das críticas feitas pela imprensa, comprometeu-se, de público, a convocar um fórum de discussão para se chegar a um acordo com relação a verdadeira data da Emancipação Política de Mossoró." Isso foi em 2006. O mandato terminou, outros vereadores foram eleitos, e até hoje nada aconteceu. A cidade continua a comemorar o aniversário na data errada por força da lei.
Mas não por muito tempo. Incomodado com este erro histórico, o vereador Genivan Vale disse que vai apresentar um projeto de lei para corrigir o equívoco. "Não é possível que Mossoró continue comemorando o seu aniversário numa data errada. Consultei vários livros de história, e não há historiador que discorde da data de 15 de março como a correta," informou, acrescentando que se "se alguém contestar, vou convocar uma audiência pública. Temos que corrigir este erro histórico urgentemente."
Larissa Newton- O mossoroense.
http://www2.uol.com.br/omossoroense/mudanca/conteudo/universo.htm
Para que a data histórica ficasse marcada na memória, o Brasão de Mossoró, lançado em 1912, tem em destaque os dizeres "Município de Mossoró 1852", sobre duas fitas verde-amarelas entrelaçadas sob o Brasão. Todos estes fatos têm registros e foram documentados por pesquisadores e historiadores reconhecidos.
A data passou despercebida, mas em 2004 a Câmara Municipal de Mossoró promulgou uma lei transformando em feriado municipal o dia 9 de novembro "em comemoração à data alusiva à Emancipação Política de Mossoró". Trata-se da Lei nº 2009/2004 que "torna ponto facultativo em repartições públicas municipais de nossa cidade o dia 9 de novembro e dá outras providências." O fato é que esta data na realidade marca a elevação de Mossoró, que era uma vila, à categoria de cidade.
A trapalhada dos vereadores causou confusão até nos meios escolares, como bem observou o pesquisador Geraldo Maia após uma palestra que proferiu em setembro passado. "Recentemente, durante o Seminário Novas Liberdades, me surpreendi que até muitos professores estão equivocados com relação a verdadeira data da Emancipação Política de Mossoró," comentou.
Patético, o erro dos vereadores virou motivo de piada em diversas rodas de conversa e de ironia em órgãos da imprensa. Geraldo Maia recorda ainda que dois anos após a desastrada lei, o então presidente da Câmara, "até para se livrar das críticas feitas pela imprensa, comprometeu-se, de público, a convocar um fórum de discussão para se chegar a um acordo com relação a verdadeira data da Emancipação Política de Mossoró." Isso foi em 2006. O mandato terminou, outros vereadores foram eleitos, e até hoje nada aconteceu. A cidade continua a comemorar o aniversário na data errada por força da lei.
Mas não por muito tempo. Incomodado com este erro histórico, o vereador Genivan Vale disse que vai apresentar um projeto de lei para corrigir o equívoco. "Não é possível que Mossoró continue comemorando o seu aniversário numa data errada. Consultei vários livros de história, e não há historiador que discorde da data de 15 de março como a correta," informou, acrescentando que se "se alguém contestar, vou convocar uma audiência pública. Temos que corrigir este erro histórico urgentemente."
Larissa Newton- O mossoroense.
http://www2.uol.com.br/omossoroense/mudanca/conteudo/universo.htm
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Perfil do otimismo
Quando as andorinhas, bailarinas ligeiras, dançam no ar, coloridas pelos últimos raios do sol poente, o suave calor da primavera anuncia a chegada alegre das flores e da renovação da vida.
Arrebentam-se as fendas dos velhos muros e morros cansados, deixando que os vegetais surjam em variado verdor e os campos largos se exibam com matizados em festa inigualável.
As mãos mágicas do Celeste Pintor saem derramando tintas e perfumes embriagadores em todo lugar, confirmando seu inefável amor por Suas criaturas.
Os córregos cantam com as águas apressadas e as cachoeiras arrebentam cristais nas pedras resignadas, que os recebem felizes.
Há uma revolução geral, e os dias frios partem, deixando as lembranças tristes sepultadas sem saudades.
Revoadas de aves alegres, incessantemente, bordam os céus com imagens sucessivas de beleza incomum.
A primavera é o otimismo da natureza cantando o poema da estesia de Deus. Enquanto se repita, a aliança de amor permanece entre o homem descuidado e seu Pai zeloso, sustentando a esperança.
Apesar disso, muitas criaturas desanimadas deixam de fitar a claridade do dia primaveril, mergulhadas na noite das suas paixões.
Preferem olhar o chão onde permanece o lodo, a contemplar o alto onde fulguram as estrelas. Por isso, tornam-se torpes, amarguradas, perturbadoras.
A vida humana, qual ocorre com a da natureza, passa por quadras variadas que se sucedem em ordem de grandeza, servindo uma de base à outra, indispensáveis à harmonia de conjunto.
A noite, que convida ao repouso, enseja a reflexão para o dia, que propicia a ação.
O inverno, que parece destruidor, também enseja a preservação da energia, que estrugirá em vida na primavera.
A criatura humana é o mais grandioso investimento de Deus na Terra, e ser otimista quanto ao futuro, mesmo que haja dificuldades no presente, é o mínimo que lhe cabe, como afirmação da sua realidade e gratidão ao seu Criador.
Quem pretende conservar tristeza no coração, encontrará sempre motivos falsos para sustentá-la, acalentando a queixa, cultivando a desdita e nutrindo-se da insatisfação.
O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria fomentadora da ação.
Cultivando-o nos sentimentos, adquire-se visão para penetrar o lado oculto ou sombrio das ocorrências e entusiasmo para não desfalecer ante os primeiros insucessos da marcha, prelúdios das vitórias futuras.
Quem não possui capacidade para sustentar com valor os embates fracassados, não tem condições para viver as grandes e decisórias batalhas.
Nos céus dos que amam e confiam em Deus com otimismo, sempre haverá andorinhas bailando em prenúncio de gloriosas primaveras.
* * *
O homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas e arejar espaços escuros de pessimismo mediante o aroma da esperança.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Perfil do otimismo, do livro Perfis da vida,
pelo Espírito Guaracy P. Vieira, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal,
e no verbete Otimismo, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal.
Arrebentam-se as fendas dos velhos muros e morros cansados, deixando que os vegetais surjam em variado verdor e os campos largos se exibam com matizados em festa inigualável.
As mãos mágicas do Celeste Pintor saem derramando tintas e perfumes embriagadores em todo lugar, confirmando seu inefável amor por Suas criaturas.
Os córregos cantam com as águas apressadas e as cachoeiras arrebentam cristais nas pedras resignadas, que os recebem felizes.
Há uma revolução geral, e os dias frios partem, deixando as lembranças tristes sepultadas sem saudades.
Revoadas de aves alegres, incessantemente, bordam os céus com imagens sucessivas de beleza incomum.
A primavera é o otimismo da natureza cantando o poema da estesia de Deus. Enquanto se repita, a aliança de amor permanece entre o homem descuidado e seu Pai zeloso, sustentando a esperança.
Apesar disso, muitas criaturas desanimadas deixam de fitar a claridade do dia primaveril, mergulhadas na noite das suas paixões.
Preferem olhar o chão onde permanece o lodo, a contemplar o alto onde fulguram as estrelas. Por isso, tornam-se torpes, amarguradas, perturbadoras.
A vida humana, qual ocorre com a da natureza, passa por quadras variadas que se sucedem em ordem de grandeza, servindo uma de base à outra, indispensáveis à harmonia de conjunto.
A noite, que convida ao repouso, enseja a reflexão para o dia, que propicia a ação.
O inverno, que parece destruidor, também enseja a preservação da energia, que estrugirá em vida na primavera.
A criatura humana é o mais grandioso investimento de Deus na Terra, e ser otimista quanto ao futuro, mesmo que haja dificuldades no presente, é o mínimo que lhe cabe, como afirmação da sua realidade e gratidão ao seu Criador.
Quem pretende conservar tristeza no coração, encontrará sempre motivos falsos para sustentá-la, acalentando a queixa, cultivando a desdita e nutrindo-se da insatisfação.
O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria fomentadora da ação.
Cultivando-o nos sentimentos, adquire-se visão para penetrar o lado oculto ou sombrio das ocorrências e entusiasmo para não desfalecer ante os primeiros insucessos da marcha, prelúdios das vitórias futuras.
Quem não possui capacidade para sustentar com valor os embates fracassados, não tem condições para viver as grandes e decisórias batalhas.
Nos céus dos que amam e confiam em Deus com otimismo, sempre haverá andorinhas bailando em prenúncio de gloriosas primaveras.
* * *
O homem deve impor-se a tarefa de abrir janelas de otimismo nas salas onde dominam tristezas e arejar espaços escuros de pessimismo mediante o aroma da esperança.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Perfil do otimismo, do livro Perfis da vida,
pelo Espírito Guaracy P. Vieira, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal,
e no verbete Otimismo, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito
Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo P. Franco, ed. Leal.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O DIA DE FINADOS NA VISAO ESPIRITA
A origem do dia de Finados nos
leva ao ano de 998, há mais de 1.000
anos, quando o abade da Ordem dos
Beneditinos em Cluny, França, instituiu
em todos os mosteiros da Ordem
naquele país a comemoração
dos mortos, a 2 de novembro, culto
que a Santa Sé aplaudiu e oficializou
para todo o Ocidente.
Será que os “mortos” ficam sensibilizados
ao nos lembrarmos deles?
O Espiritismo afirma-nos que
sim. Eles ficam contentes e sensibilizados
com a lembrança dos
seus nomes. Se são felizes, essa
lembrança aumenta sua felicidade;
se são infelizes, isso constitui
para eles um alívio.
No dia consagrado aos mortos,
eles atendem ao apelo do pensamento
dos que buscam orar sobre
seus despojos, como em qualquer
outra ocasião. Nessa data, os
cemitérios ficam repletos de Espíritos, mais do que em outros dias,
porque evidentemente há em tais
ocasiões um número maior de pessoas
que os chamam. É um erro,
contudo, pensar que é a multidão de
curiosos que os atrai ao campo santo;
cada um ali comparece por causa
de seus amigos e não pela reunião
dos indiferentes que, muitas
vezes, visitam os cemitérios como
maneira de passar o tempo. O
túmulo de Kardec, no cemitério
Père-Lachaise de Paris (foto), é
um dos que atraem turistas de todo
o mundo, espíritas e não-espíritas.
Não é, porém, indispensável
comparecer ao cemitério para homenagear
o ente querido que partiu.
A visita ao túmulo é um modo
de manifestar que se pensa no Espírito
ausente – serve de imagem,
mas é a prece que santifica o ato
de lembrar, pouco importando o
lugar, se ela é ditada pelo coração.
Este jornal, como já procedeu
no ano passado, dedica esta página
aos nossos “mortos” queridos,
oferecendo ao leitor os textos ao
lado que buscam esclarecer como
o Espiritismo vê o fenômeno da
morte e o descreve.
http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/oimortal/2006/Novembro_2006.pdfOrigem do dia dos Mortos, dia de Finados, 2 de Novembro.
O dia dos Mortos, é uma tradição que é milenar. Este é um dos cultos mais antigos e que esteve presente em quase todas as religiões, em especial nas mais antigas. A princípio era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Para os mais antigos, os mortos eram como sementes, e por isso eram enterrados com vistas à ressurreição.
http://www.benitopepe.com.br/2009/11/01/origem-do-dia-dos-mortos-dia-de-finados-2-de-novembro/
O binômio: morte-fertilidade, explica a primitiva celebração de Finados com banquetes perto dos túmulos. Essa associação levou o homem primitivo a implorar a proteção dos mortos para as colheitas e plantações. Na antiguidade greco-romana, o culto das almas (manes) era celebrado com o cerimonial da vegetação. Hipócrates, baseado na mesma crença, afirmou que os espíritos dos defuntos “fazem germinar e crescer as sementes”. Os hindus comemoram os mortos em plena fase da colheita, como a festa principal do período.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa, mas o dia de Finados só foi oficialmente instituído pela Igreja Católica no século X e denominado, na liturgia, omnium fidelium defunctorum (”de todos os fiéis defuntos”). Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu exclusivo aspecto religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes queridos. Hoje se celebra este dia dizendo: “saudades sim! tristeza não!”
Para os católicos, dizer que quando uma pessoa morre tudo acabou não é verdade. Os católicos crêem que o testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Para tanto, eles acendem velas no Dia de Finados, buscando celebrar e perpetuar a luz do falecido.
A escolha da data se deu em virtude do dia de todos os santos, 1º de novembro, pois os religiosos acreditavam que todas as pessoas, ao morrerem em santidade, entram em estado de graça, mesmo não sendo canonizados.
A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.
Curiosidades neste dia ou quanto a este dia:
No México, ao invés de melancolia, os mortos são homenageados com grandes festas. Isso faz com que o país receba visitas de turistas de todo mundo. Os mexicanos fazem uma verdadeira festa nesse dia e preparam um grande banquete. Segundo a tradição mexicana, nos dias 1º e 2 de novembro, Deus deixa os mortos virem visitar os seus familiares que ainda estão na Terra. Ao mesmo tempo, os mortos têm a oportunidade de comer e beber aquilo que mais gostavam. Esse é um dos motivos dos grandes banquetes preparados nas casas mexicanas no Dia de Finados.
Muitas vezes, no dia de finados, o tempo fica nublado ou chuvoso. As crenças populares dizem que isso acontece porque as lágrimas das pessoas são derramadas dos céus. Outra tradição diz que chove nesse dia porque toda a tristeza das pessoas que perderam um ente querido sobe ao céu e desce em forma de chuva para lavar toda a mágoa de quem ficou.
No Brasil e na grande maioria dos países, a celebração de Finados tem início na semana anterior, quando as pessoas vão até os cemitérios limpar as sepulturas. No Dia de Finados, também conhecido como Dia dos Mortos, as pessoas vão aos cemitérios levar flores, acender velas e rezar pelos seus entes queridos que já faleceram. Alguns também mandam rezar missas em nome dos falecidos.
Por fim, temos também que no dia de finados, quem realmente aproveita a data são os proprietários de floriculturas, que obtém até mesmo licença de suas prefeituras para montar barracas em frente aos cemitérios. Além das floriculturas, outros comerciantes também lucram com a data, como os carrinhos de lanches, as pessoas que limpam os túmulos, os vendedores de santinhos, terços e velas, e até mesmo os vendedores ambulantes de flores que ficam próximos aos cemitérios.
http://www.benitopepe.com.br/2009/11/01/origem-do-dia-dos-mortos-dia-de-finados-2-de-novembro/
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