quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ACREDITAR NA VIDA

É ter esperança no amanhã.
Saber que após a noite vem o dia.
Viver intensamente as emoções!
Pular de alegria.
Não invadir o espaço alheio.
Ser espontâneo.
Apreciar o nascer e o pôr-do-sol.
Amar as pessoas incondicionalmente.
Aproveitar todos os momentos…
Fazer trabalho voluntário.
Vencer a depressão! É cantar no chuveiro.
Confiar na voz da intuição. Perdoar as pessoas.
Estimular a criatividade.
Não se prender a detalhes.
Brincar como uma criança. Chorar de felicidade…
Deixar para lá.
Ter pensamento positivo.
Respeitar os sentimentos dos outros.
Rir sozinho.
Saber trabalhar em equipe. Ser sincero.
Encontrar a felicidade nas pequenas coisas.
Entender que somos pessoas únicas.
É dançar sem medo.
Não se apegar a bens materiais.
Respirar a brisa do mar.
Ouvir a melodia suave de uma fonte.
Observar a natureza.
Adorar um dia de chuva.
Ter motivação! Enxergar além das aparências.
Descobrir que precisamos dos outros.
Esquecer o que já passou.
Buscar novos horizontes.
Perceber que somos humanos.
Vencer a nós mesmos.
Ver a beleza da alma. Sair da passividade.
Saber que a vida é conseqüência de nossas atitudes…
Não procrastinar as decisões.
Mimar a criança interior.
Deixar acontecer…
Praticar a humildade. Adorar calor humano.
Curtir as pequenas vitórias.
Viver apaixonado pela vida!
Visualizar só coisas boas.
Entender que há limites.
Mentalizar positivo. Ter auto-estima.
Colocar sua energia positiva em tudo que realizar!
Ver a vida com outros olhos…
Só se arrepender do que não fez.
Fazer parcerias com os amigos. Crescer juntos.
Dormir feliz.
Emanar vibração de amor…
Saber que estamos só de passagem.
Melhorar os relacionamentos.
Aproveitar as oportunidades.
Ouvir o coração…

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Prece do amanhecer

Prece do amanhecer

Senhor Deus

Me ilumine nesse dia que nasce...
Permita que eu seja nada além de um ser compreensivo e amoroso.
Que eu tenha em meu coração...
A fé necessária para agir de acordo com Tuas leis divinas…
Retira de meu pensamento todas as idéias que me afastem de Teu caminho.
Proteja e dê forca ao meu anjo da guarda,
Para que ele segure firme a minha mão quando eu estiver a fraquejar...
Permita que a luz da razão e do bom senso me guiem na educação de meus filhos.
É uma grande responsabilidade que confiastes a mim...
Não permita que eu veja refletida neles a imagem de minhas próprias falhas!
Permita sim que eu seja o meu melhor para que eu saiba guia-los nesse mundo de provações!
Me ajude a perseverar Senhor...
Todos os dias de minha vida.
E Te agradeço porque a cada dia que nasce,
Sei que estais a me dar uma nova chance de ser o meu melhor.
Me ajuda a praticar o bem,
E fazer dele um exercício diário.
Minha vida na Terra é efêmera,
E mesmo assim há tanta beleza nessa caminhada!
Cada pequeno passo que dou em Sua direção me faz tão feliz!
Te agradeço imensamente e Tu bem o sabes,
Pois minha vida tem sido grandemente abençoada...
Tanto nas boas coisas que me fazem tão feliz,
Assim como nas ruins por oferecem oportunidade de reparação ou aprendizado.
Que o sol que agora se ergue no horizonte infinito...
Inunde minha alma com profunda esperança...
Pois contemplo o nascer de mais um dia, de mais uma chance, e de sua sublime misericórdia!
Oro hoje para pedir nada além do que penso ser a maior preciosidade de todas...
Que é evoluir em tua direção...
E experimentar em minha alma...
O doce sabor de ser só amor...
E desse modo refletir para todos ao meu redor a beleza da Tua Divina Essência.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A dimensao do amor.


Quando nos enamoramos, o mundo toma as tonalidades da nossa emoção.

O céu é mais azul, as flores são mais viçosas, o coração anda atropelado no peito à simples lembrança da figura amada.

É comum que os primeiros anos do casamento sejam coroados de gentilezas e comemorações.

Algo assim como a natural continuidade da doce fase do namoro.

É também bastante comum que, à medida que os anos se somem, arrefeçam os arroubos espontâneos do afeto, escasseiem os telefonemas, a oferta de flores.

É como se tudo fosse tomando ares de rotina.

Foi por isso que o oncologista, ao receber aquele casal em seu consultório, admirou-se com a postura do marido.

Era um comerciante de meia idade, ereto, recordando a formação militar.

A esposa era portadora de um câncer raro, terrível.

Concluída a consulta, o marido a acompanhou até a sala de espera e retornou para falar a sós com o médico.

"Doutor, quando conheci minha esposa, há 40 anos, e nos casamos, não tínhamos nada. Nem eu, nem ela.

A pobreza era nossa hóspede. Juntos, trabalhamos e amealhamos fortuna.

Temos muitas posses, conquistadas ao longo dos anos. Tudo é nosso. Somos sócios.

O que quero lhe dizer é que se for preciso gastar todos os nossos bens, não teremos perdido nada. Simplesmente teremos voltado à condição inicial.

Quero que o senhor se preocupe com o melhor tratamento existente em nosso país e no exterior.

Dinheiro é problema meu. Estamos entendidos?"

E assim foi. Ele jamais reclamou de gasto algum. Por duas vezes a levou a uma clínica nos estados unidos.

Dois anos depois, ela morreria.

Mais tarde, ele falaria ao médico do quanto amava aquela mulher.

Ele a conhecera em um baile militar e a convidara para dançar. Quando a abraçou para a dança, ficou trêmulo e pensou: "Desejo passar o resto da vida abraçado com essa moça."

Três meses depois se casaram. Ele fez um pedido formal mais ou menos nos seguintes termos: "Quero pedir você em casamento para sermos felizes. Prometo que nunca haveremos de brigar por tolices, como o tubo de pasta de dentes.

Muito menos por ciúmes descabidos. Pretendo ser seu companheiro pelo resto da vida, sentar na sala com você à noite.

Escutar a música que ambos apreciamos e me sentir em paz com a mulher que mais desejo, no melhor lugar do mundo, nosso lar."

Ele cumpriu a promessa, até a última palavra.

Pensemos nisso:

O amor tem a dimensão que você lhe dá. Torná-lo grandioso, altruísta, é de sua livre escolha.
Fazer da vida a dois uma sucessão de momentos de felicidade, também.
Não deixe passar a excelente oportunidade de ser feliz, o quanto possa, até que possa.


   
( com base no cap. Palavras do livro Por um fio, de Drauzio Varella, ed. Companhia das Letras).

Muita Paz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Evidentemente,
não podes garantir a felicidade do mundo que se encontra, de maneira constante,
sob o impacto das lutas evolutivas que lhe orientam a marcha, entanto, ninguém
está impedido de cultivar o trato de terra em que vive, amparando uma árvore amiga
ou alentando uma flor. (Emmanuel. Livro: “Palavras de Vida Eterna”. Ed. FEB)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo...

Durante toda minha vida,
muitas pessoas passaram por mim,
dia após dia.
Mas somente algumas dessas pessoas,
ficarão para sempre em minha memória.

Essas pessoas são ditas amigas,
e as levarei para sempre em meu coração,
às vezes pelo simples fato de terem
cruzado meu caminho,
às vezes pelo simples fato de terem dito
uma única palavra de conforto quando eu precisei.
Às vezes por ter me dado um minuto de sua atenção,
e me ouvido falar de minhas angústias,
medos, vitórias, derrotas...

Às vezes por terem confiado em mim,
e me contado também seus problemas,
angústias, vitórias, derrotas...
Isso é ser amigo: é ouvir, é confiar, é amar.
E amigos de verdade,
ficam para sempre em nossos corações,
assim como as pegadas na alma, que são indestrutíveis.


Um dos bens mais preciosos que podemos ter e zelar...

À todos vcs q amo, um feliz dia do amigo.

domingo, 10 de julho de 2011

Bom dia!!

"O correr da vida embrulha tudo...
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem!!!"
(Guimarães Rosa)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Princípios básicos da Doutrina Espírita...

- Existência de Deus
Allan Kardec colocou logo no início de 0 Livro dos Espíritos um capítulo que trata exclusivamente de Deus. Com isso pretendeu significar que o Espiritismo se baseia, em primeiro lugar, na idéia de um Ser Supremo.O Espiritismo, portanto, tem na existência de Deus o princípio maior, que está na própria base desta Doutrina. Sem pretender dar ao homem o conhecimento da Natureza íntima de Deus, permite-se argumentar que prova a Sua existência a realidade palpitante e viva do Universo. Se este existe, há de ter um divino Autor.

- A Existência e a Sobrevivência do Espírito
Para a Doutrina Espírita, os Espíritos são "os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material, " É importante esclarecer que a Codificação Espírita emprega a palavra Espírito para
designar os seres humanos desencamados (extracorpáreos). Em contrapartida, usa-se a palavra alma para designar os encarnados. Os Espíritos ou almas representam o elemento inteligente do universo, ou seja, são "a índividualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do principio material". Após a morte do corpo físico - também chamada desencarnação -, a alma volta a ser Espírito, isto é, "volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente."

- A Reencarnação
"A alma (Espírito) depois de residir temporariamente no Espaço, renasce na condição humana, trazendo consigo a herança, boa ou má, de seu passado; (..) reaparece na cena terrestre para (..) pagar dívidas que contraiu, conquistar novas capacidades que lhe hão de facilitar a ascensão, acelerar a marcha
para a frente. A lei dos renascimentos explica e completa o princípio da imortalidade" (..)
Não se pode compreender que o Espírito, destinado à perfeição, consiga realizar toda sorte de progresso numa só existência física. Os próprios fatos do dia-a-dia rejeitam tal idéia. "(...) Devemos ver na pluralidade das vidas da alma (do Espírito) a condição necessária de sua educação e de seus progressos. É à custa dos próprios esforças, de suas lutas, de seus sofrimentos, que ela se redime de seu estado de ignorância e de inferioridade e se eleva, de degrau a degrau (..)"

- A pluralidade dos mundos habitados
A Doutrina Espírita ensina que os globos do Universo podem ser habitados, apesar da não-comprovação da Ciência Oficial: "( ... ) Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos há de Ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes."

- A comunicabilidade dos Espíritos
A comunicabilidade dos Espíritos é feita através da mediunidade, faculdade psíquica que todo ser humano possui, mais ou menos desenvolvida, isto :"( ... ) Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por este fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuem alguns rudimentos ( ... ). Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mecânica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva."

Fonte: Apostila do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) - FEB, 2008.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Especial...

Mãe..
Tú tens na alma a flor do amor;
Tú és a prece, uma doce canção;
Ainda que pudéssemos te dar o céu e as estrelas, ó mãe, nao valeriam o tanto que a tua bondade nos dá.
E, como fazemos agora e sempre, o mais simples e melhor dos presentes é pedir a Deus que te proteja e te conserve sempre em paz...
Te amamos muitooo.
Minha Mãe, Eu e minha irmã...no Natal 2010.
Desejamos um feliz aniversário para a pessoa que nos deu a vida.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Saber viver...

(Saber Viver)

Não sei se a vida é curta ou longa para nós

mas sei que nada do que vivemos tem sentido
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe

braço que envolve

palavra que conforta

silencio que respeita
alegria que contagia
lágrima que corre
olhar que acaricia
desejo que sacia
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela não seja nem curta

Nem longa demais

mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar.
Feliz aquele que transfere o que sabe
e aprende o que ensina.

Texto extraido do blog: www.ciapaodocedeteatro.blogspot.com.
Amo esse texto.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

DIA INTERNACIONAL DO AMOR




TUDO É AMOR.

Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.
Vida é o Amor existencial.
Razão é o Amor que pondera.
Estudo é o Amor que analisa.
Ciência é o Amor que investiga.
Filosofia é o Amor que pensa.
Religião é o Amor que busca Deus.
Verdade é o Amor que se eterniza.
Ideal é o Amor que se eleva.
Fé é o Amor que se transcende.
Esperança é o Amor que sonha.
Caridade é o Amor que auxilia.
Fraternidade é o Amor que se expande.
Sacrifício é o Amor que se esforça.
Renúncia é o Amor que se depura.
Simpatia é o Amor que sorri.
Altruísmo é o Amor que se engrandece.
Trabalho é o Amor que constrói.
Indiferença é o Amor que se esconde.
Desespero é o Amor que se desgoverna.
Paixão é o Amor que se desequilibra.
Ciúme é o Amor que se desvaira.
Egoísmo é o Amor que se animaliza.
Orgulho é o Amor que enlouquece.
Sensualismo é o Amor que se envenena.
Vaidade é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
Tudo é Amor.
Não deixes de amar nobremente.

(Francisco Cândido Xavier por André Luiz. In: Apostilas da Vida)
(texto recebido de Cristiano de Almeida)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O QUE É E COMO FAZER EVANGELHO NO LAR

 
 
 
 
 
O QUE É O EVANGELHO NO LAR?


O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar.

Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.

Conhecido também como Culto Cristão do Lar, o estudo do Evangelho é, ao mesmo tempo, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo. Outros aproveitam para se esclarecer, também como nós.

É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obssessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.

É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bençãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.


POR QUE FAZER O EVANGELHO NO LAR? 



O Estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras (Richard Simonetti). Atrai os bons e afasta ou esclarece os maus espíritos.

Conduz-nos a uma compreensão racional dos ensinamentos do Cristo, levando-nos ao esclarecimento e à aceitação de tê-los como roteiro seguro para nossas vidas. Ajuda-nos a superar as dificuldades no lar e fora dele, acendendo-nos a luz da compreensão e da paciência. 

Modifica o padrão vibratório dos nossos pensamentos e sentimentos, desanuviando as nossa mentes congestionadas das criações inferiores, agentes da enfermidade e dos desequilíbrios. Com Jesus no Lar, pelo estudo e vivência do Evangelho, tem-se a verdadeira paz. 

Com o Evangelho no Lar formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de todo o grupo.

Além da ajuda que essa prática proporciona no programa espiritual de todo o grupo familiar, estende a caridade aos vizinhos e a quantos se sintam também estimulados a mudar com o nosso exemplo Quantos espíritos igualmente se beneficiam com essa fonte de luz!


Como fazer o Evangelho no Lar ?

1. Escolha o dia de sua preferência. Sugerimos um dia de fácil memorização, por exemplo, segunda ou sexta-feira.

2. Escolha um aposento silencioso e agradável da casa, de preferência a sala de jantar, e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados.


3. Coloque uma jarra com água sobre a mesa, para fluidificação. Na falta dessa podem ser utilizados copos, qualquer um, em número correspondente aos integrantes do Evangelho.
4. Sentar-se à mesa sem alarde e sem barulho.


5. Fazer a prece de abertura, a que toque mais fundamente o sentimento familiar. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é, repetimos, o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina.


6. Após, fazer uma leitura breve de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Comentar com palavras próprias o trecho lido. No início poderá existir certa timidez mas, com o correr do tempo, os comentários surgirão espontaneamente pois que os Espíritos amigos estarão auxiliando na compreensão dos textos selecionados.


7. Os demais integrantes poderão tecer comentários também, caso o desejem, mesmo que estes levem a assuntos pessoais e/ou a diálogos, naturalmente que sempre pertinentes ao tema em foco. O Evangelho no Lar é antes de tudo uma reunião de Espíritos reencarnados no mesmo ambiente, buscando através da prece, da elevação de pensamentos e do diálogo fraterno, o amparo e o auxílio do Mais Alto para seus problemas e necessidades. Não deve ser jamais solene ou ritualístico, com palavras e movimentos decorados a lembrar missas e demais cultos.


8. Para incentivar a participação dos filhos ou demais membros, com exceção do pequeninos, é conveniente pedir que leiam mensagens espíritas, para reflexão do grupo. Incentivar também, com carinho, o comentário após a leitura. Sugerimos aqui os livros Fonte Viva e/ou Pão Nosso, de Emmanuel, Agenda Cristã e/ou Sinal Verde, de André Luiz.

9. Proferir a prece de encerramento e rogar, como exemplo, pela paz, harmonia, saúde e felicidade dos membros da reunião e de todos com os quais convivem. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e infelizes da Terra. Por último, pedir a bênção de Deus para os familiares desencarnados, sem temor. A lembrança da prece alegra e pacifica os que partiram.

10. É completamente desaconselhável qualquer manifestação mediúnica durante o Evangelho no Lar.


11. Servir, após a prece de encerramento, a água fluidificada.


12. Tempo: o necessário para a família. Sugerimos uma reunião de 15 a 30 minutos. Música: sim, se for do agrado de todos. Sugerimos música instrumental, em volume baixo.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ONDE ESTIVERES...

Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem.
Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar.
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.

 André Luiz    
(Confia e Segue)
 
 

LAMENTAÇÕES

Aglutinam-se na massa humana as pessoas desesperadas.
Uma vaga de aflição paira ameaçadora no mundo, carregando os inquietos que perderam a direção de si mesmos, vitimados pelas circunstâncias dolorosas do momento.
A insânia conduz expressivo número de criaturas que estertoram ao sabor do sofrimento, buscando fugir da realidade dos problemas, com a aparência voluptuosa de triunfadores nos patamares dos prazeres alucinantes.
A desordem campeia, e ameaças desumanas transformam-se em torpe conduta nos países do mundo, destroçados por guerras impiedosas em nome de religiões fanatizadoras, de raças asselvajadas, de interesses mesquinhos...
Os governantes da Terra perdem as rédeas da administração e negociam com organiza ções criminosas, estabelecendo colegiados políticos abomináveis.
A corrupção adquire cidadania, e a imoralidade desfruta de status, perturban-do os valores éticos e morais.
Nuvens borrascosas avolumam-se nos céus já escurecidos da humanidade.
Tudo anuncia a chegada dos dias apocalípticos, convocando à razão, à renovação dos códigos, à interiorização espiritual.

Como conseqüência do período grave de transição, surgem o pessimismo, a desconfiança, as lamentações. De tal forma se vão arraigando no organismo individual e social, que os temas de con versação perdem os conteúdos ou se apresentam desconcertantes, caracterizados pelas sombras do desconforto, da mágoa, dos irrefreáveis desejos de vingança.
A lamentação grassa e perturba as mentes, impedindo a ação corretora do bem, como se não adiantasse produzir com eleva ção, laborar com honradez.
Lamentar não é atitude saudável. Pelo contrário, produz deterioração dos conteú- dos bons que ainda remanescem em muitas vidas e movimentam-nas, sustentando os ideais de engrandecimento humano.
A lamentação, qual ocorre com a queixa sistemática, é morbo portador de destruição, de desalento e morte.
Antídoto aos males que infestam os dias atuais é ainda o amor, força única portadora de recursos salvadores.
Este é um ciclo que se encerra, dando início a outro, que se irradiará plentificador.
Os períodos de renovação fazem-se preceder por inumeráveis acontecimentos devastadores, nos mais diversos aspectos da natureza. O mesmo ocorre na área moral da humanidade.
Assim, não te desalentes, nem duvides do triunfo do bem. Não fiques, porém, inativo, aguardando que forças atavias operem miraculosamente sem a tua contribuição.
És importante no contato atuaL face ao que pense e como ajas.
Produze, portanto, com esforço bem direcionado, oferecendo o teu contributo valioso, por menos expressivo te pareça.
Não cedas o passo aos aventureiros da desordem.
Permanece no teu lugar realizando o que podes, deves e te cabe fazer.

Multa falta fazem Jesus e Sua doutrina no mundo.
Fala-se sobre Ele, discute-se-Lhe a mensagem, mas não se vive o ensinamento que dela deflui.
Sê tu quem confia e faz o melhor.
Se cada cristão decidido resolvesse por viver Jesus, a paisagem atual se modificaria, e refloresceria a primavera no planeta em convulsão.
Assim sendo, ama e contribui em favor do progresso, sem lamentação de qualquer natureza, em paz e confiança.

Joanna de Ângelis       
(Momentos Enriquecedores)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mediunidade - O que é ?

É a faculdade que quase a totalidade das pessoas possuem, umas mais outras menos, de sentirem a influência ou ensejarem a comunicação dos Espíritos, Allan Kardec em seus livros afirma serem raros os que não possuem rudimentos de mediunidade. 
Em alguns, essa faculdade é ostensiva e necessita ser disciplinada, educada; em outros, permanece latente, podendo manifestar-se episódica e eventualmente.
Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Pode, pois, dizer- se que todos são, mais ou menos, médiuns.
Muitas vezes só se qualificam de médiuns aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade. Os tipos de mediunidades são inúmeros, como bem esclarece Allan Kardec em "O Livro dos Médiuns".
É compreensível esta diversidade de mediunidades, devido à ela depender do psiquismo e cada qual estar individualizado, por subordinar-se às experiências pelas quais passou o Espírito.
Cada tipo de mediunidade se manifesta em vários graus de possibilidades, umas apresentando amplas possibilidades e outras, poucas.

OS TIPOS MAIS COMUNS DE MEDIUNIDADE

1 - Vidência: é o tipo de mediunidade que permite ver as entidades, as irradiações. Pode ser de três tipos:
Direta, o médium pode ver as entidades de quatro maneiras diferentes:
             1. Projeção, o médium vê apenas um facho de luz, uma coloração que depende da vibração atuante. Não vê forma humana, nem identifica a entidade.
         2. Parcial, o médium percebe uma forma humana ao lado de quem está trabalhando                      espiritualmente, mas ainda não dá uma perfeita identificação. Vê somente o contorno, a forma.
            3. Acavalamento, o médium vê a entidade por cima dos ombros de outro médium. Já percebe          se é masculina ou feminina, se é caboclo ou preto-velho ou outro falangeiro qualquer, se os cabelos são longos ou curtos, etc. Muitos médiuns que tiveram esse tipo de vidência afirmam, por desconhecimento, que as entidades vistas possuíam mais de dois metros de altura, não percebendo que a entidade, vista acima dos ombros de outro médium, produziu uma falsa impressão de altura.
              4. Encamisamento, o médium vê a entidade toda, perfeita. Isso acontece na incorporação integral, quando a entidade toma conta do corpo de um outro médium.
Vidência Intuitiva, o médium vê apenas com a mente. Ele se concentra e recebe a imagem mental, por intuição.
Vidência Focalizada, o médium utiliza algum objeto para a vidência, como um copo d'água ou um cristal. As imagens aparecem no objeto de vidência.

2 - Clarividência: é o tipo de mediunidade que permite ver fatos que ocorreram no passado e que ocorrerão no futuro. Os clarividentes podem ver os corpos astral e mental de outras pessoas, e tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais. É um tipo raro de mediunidade. 

3 - Intuição: Médiuns Intuitivos: captam o pensamento dos Espíritos;

4 - Audição: o médium ouve uma voz clara e nítida nos seus ouvidos e dessa forma recebe as mensagens. Na audição, devemos ter o mesmo cuidado que temos na intuição, no que diz respeito à identificação de quem está dando a mensagem.

5 - Transporte (Desdobramento): é a capacidade de visitar espiritualmente outros lugares, enquanto 
o corpo físico permanece repousando tranqüilamente; o espírito se desliga do corpo 
e vai para o espaço. Esse transporte pode ser voluntário ou involuntário.

              5.1 - No transporte voluntário, o médium se predispõe a realizá-lo. Ele se concentra e se projeta espiritualmente a outros lugares, tomando conhecimento do que vê e do que ouve.
             5.2 - O transporte involuntário ocorre durante o sono. Todos nós nos desligamos do corpo físico durante o sono e entramos em contato com pessoas e lugares dos quais não nos recordamos ao acordar. Às vezes, recebemos nesses transportes soluções para os nossos problemas que, mais tarde, nos parecerão idéias próprias. A respeito, diz um ditado popular: "Para a solução de um grande problema, nada melhor que uma boa noite de sono".
             Desdobramento: é um transporte em que o espírito do médium fica visível à outra pessoa. O corpo físico fica repousando, o espírito do médium se transporta a outro ambiente e, nesse ambiente, torna-se visível.
         Sonambúlica: Médiuns de Desdobramento: são capazes de se afastarem de seu corpo físico e desenvolverem atividades espirituais;

6 - Psicografia: tipo de mediunidade muito comum, podendo ser Intuitiva, Semimecânica ou Mecânica. É a capacidade de receber comunicações pela escrita.
                6.1 - Psicografia Intuitiva, o médium recebe as mensagens na mente e as passa para o papel. É pura intuição.
            6.2 - Na Psicografia Semimecânica, o médium, à medida que vai escrevendo, vai também tomando conhecimento do que escreve. O espírito atua, simultaneamente, na mente e na mão do médium.
              6.3 - Na Psicografia Mecânica, o espírito atua somente na mão do médium, que escreve sem tomar conhecimento da mensagem recebida.

7 – Psicopictografia: Quando, ao invés de escrever, o espírito utiliza a mão do médium para pintar.

8 – Psicofonia:  Médiuns Falantes ou Psicofônicos: permitem a comunicação dos Espíritos através da fala;  casos raros podem apresentar a xenoglossia, o médium não conhece a lingua falada. 

9 – Efeitos Físicos: Médiuns de Efeitos Físicos: são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos de corpos inertes ou ruídos, materialização de Espíritos, etc. Foram muito comuns no passado e tinham a finalidade de chamar a atenção para os fenômenos espíritas, mas hoje, são cada vez 
menos freqüentes;

10 – Cura: Médiuns de Cura: são capazes de aliviar ou curar doenças pela preceou pela imposição das mãos;

11 – Psicometria: Médiuns Psicômetras: são aptos a detectar a vibração existentes em objetos e locais.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O SUPERFLUO E O NECESSARIO..

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.

Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.

Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.

Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.

Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio;
outros, ouvir.

Uns queriam sapato novo;
outros, ter pés.

Uns queriam um carro;
outros, andar.

Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.

Chico Xavier
 

sábado, 22 de janeiro de 2011

casamento homossexual


Como você vê a oficialização do casamento entre homossexuais?
José Raul Teixeira - Consideramos que qualquer oficialização que se estabelece no mundo corresponde à formalização de situações que já existem, ou que precisam ser normatizadas para evitar distorções nos julgamentos de diversificadas situações, em respeito ao conceito formal de justiça. Assim, se se fala de oficialização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo é que essas pessoas já estão se unindo sem qualquer formalização, deparando-se, a partir disso, com problemas cujas soluções exigem um pronunciamento da lei que regulamenta a vida de um povo ou de uma sociedade.
Independentemente do nome que se deseje dar a essas uniões, a realidade é que tais uniões existem. Seus parceiros podem conviver pouco ou muito tempo juntos; podem fazer aquisições de variada índole em nome da dupla ou durante o período em que estão juntos os indivíduos. Como ficará, perante a sociedade organizada, a situação de um e de outro parceiro? Em caso de falecimento de um deles, há ou não há direitos a pensões e outros benefícios, após uma vida passada em comum? Todos os quadros com os quais nos defrontamos e que tomam corpo na sociedade precisam ser estudados e disciplinados pela legislação.

Não há como fazer vistas grossas e fazer de conta que tal coisa não existe. Logo, não há como fugirmos dessa oficialização em nome de qualquer tradição ou preconceito, uma vez que os fatos aí estão afrontando os tempos e exigindo um posicionamento oficial das autoridades, pois não há lei que possa impedir de fato que duas pessoas do mesmo sexo tenham vida em comum, que se entendam, que se cuidem ou que se amem.



Jose Raul Teixeira
http://grupoallankardec.blogspot.com/2011/01/casamento-homossexual-jose-raul.html

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ALIMENTO ESPIRITUAL



O que significa a fraseO PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE” que pronunciamos na oração do Pai Nosso, ensinado por Jesus?
O pão nosso de cada dia não é somente o almoço e o jantar, o café e a merenda.
É também a idéia e o sentimento, a palavra e a ação.
Para que reine a saúde com alegria, em torno de nós, precisamos de nossas refeições, mas necessitamos também de paz e esperança, de fé e valor moral.
Com os nossos modos de agir, operamos sobre os outros.
Conversando, distribuímos nossos pensamentos.
Nossos atos influenciam os que nos cercam, segundo as nossas intenções.
Por isso, também os outros nos alimentam com as suas atitudes.
Se estimamos as conversações deprimentes, se buscamos a leitura de natureza inferior, depressa nos vemos alterados e perturbados, sem disso nos apercebermos.
As nossas companhias falam claramente de nós.
Nossas leituras revelam nosso íntimo.
Procuremos, desse modo, o pão espiritual que nos garanta a harmonia interior, que conserve o nosso caráter firme sobre os alicerces do bem, que nos guarde contra a maldade e que nos ajude a ser exemplos de compreensão e fraternidade.
Em Jesus temos o pão que desceu do Céu.
E, ainda hoje, o Mestre continua alimentando o pensamento da Humanidade, por intermédio de um Livro — o Evangelho Divino, em que ele nos ensina, através da bondade e do amor, o caminho de nossa felicidade para sempre. (Meimei)

http://grupoallankardec.blogspot.com/2011/01/o-alimento-espiritual-meimei.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

É o amor

No Dia de Natal deparei na Internet com um artigo que anunciava: “Jesus fracassou”. No primeiro momento, fiquei triste. Não pelo comentário em si, uma livre manifestação de pensamento, mas por se tratar de um texto assinado por um querido amigo, jornalista brilhante, pai amoroso, coração generoso e justo. Para mim, o fracasso de Jesus seria o fracasso do amor, pois não há outro objetivo em sua missão. Teria o meu dileto amigo, recém-convertido ao ateísmo, também perdido a fé no amor e na compaixão? Acredito que não.

A releitura de seus argumentos levou-me a admitir que muita gente, incomodada com o barulho das injustiças e da vilania, poderia endossar o seu artigo. O mal é ruidoso e, na atualidade, o eco proporcionado pela mídia pode lhe dar ares de triunfo inevitável, distraindo mentes e sufocando corações na aridez dos pensamentos pessimistas. Nem sempre conseguimos perceber os pequenos e silenciosos gestos de solidariedade e renúncia das pessoas anônimas. E, no entanto, são essas incontáveis ações cotidianas, mais que a espada da lei, o esteio da ordem e da harmonia sociais.

Não há como pensar o amor em termos de sucesso e fracasso. Não há sequer como explicá-lo, por ser ele essência e experiência. O amor é lei da vida. É a própria vida. “Eu vim para cumprir a lei”, diria Jesus. O ápice de sua missão é um fracasso retumbante do ponto de vista convencional. Jesus, prisioneiro e abominado, é crucificado. Mas qual amor não conheceu, em algum momento, a crucificação?

O amor é uno, porém diverso em sua manifestação. Talvez possamos imaginá-lo em estágios que se sucedem e, ao mesmo tempo, coexistem, colorindo a jornada humana com pinceladas de dor e júbilo até a perfeita serenidade. Era assim que os antigos gregos o viam e, por isso, usavam três palavras para designá-lo, como nos lembra o filósofo André Comte-Sponville. A primeira, eros, é o amor que se instala na carência, o amor ao que nos falta, substância da paixão, arrebatadora e violenta, que quer possuir e conservar. É o amor sofrido e infeliz dos amantes. A ele se contrapõe philia, o amor ao que temos e ao que fazemos, fonte do regozijo dos amigos e dos casais, um amor feliz e compartilhado. Platão e Aristóteles lidavam com esses conceitos. A terceira palavra – agapé, o ágape – só surgiria mais tarde, quando Paulo e os primeiros discípulos de Jesus difundiram sua visão essencial do amor: Deus é amor... Amar o próximo como a si mesmo... Amar os inimigos... Eram expressões então estranhas em todas as línguas. Ágape, ou caritas (caridade) em latim, é o amor ao que nem nos faz falta nem nos faz bem, a quem não é nem amante nem amigo. É o amor em pura perda. O amor incondicional.

Seja qual for o aspecto manifestado, o amor está por trás de todos os nossos atos enquanto optamos pela vida, é o elo que nos une aos objetos. Se isso nos deixa feliz ou infeliz, a explicação é dada pelo filósofo Spinoza: “a que tipo de objeto estamos presos pelo amor?” Como ágape, o amor nos aprisiona à fonte mesma da vida, ao amor em si (a Deus), ponto de interseção que torna possível todos os amores conhecidos e imaginados.
  Textos de Jomar Morais na coluna Plural,
publicada às terças-feiras no
Novo Jornal

http://planetajota.jor.br/outroolhar.htm

o que eh um ano novo?

um pouco atrasada, pois estava sem net e viajando...mas eh um artigo interessante


O que é um ano novo? 
Publicado na edição de 28/12/10 
No próximo sábado ganharemos um ano novo. Isso quer dizer que o sol vai surgir no horizonte do jeito que conhecemos, as marés cumprirão o mesmo ciclo e os pássaros cantarão como antes, mas a contagem dos dias recomeçará e, por convenção, todos ganharemos uma nova chance. Verdade? Assim é se assim lhe parece... Podemos também considerar que o sol não será o da véspera, as marés terão uma filigrana a mais ou a menos e o canto dos pássaros, um novo e sutil arranjo. Enfim, tudo, inclusive cada um de nós, será diferente, pois assim é a cada dia, a cada minuto. E ainda assim persistirá a sabedoria do rei Salomão no Eclesiastes: “O que foi é o que há de ser e o que se fez, isso se tornará a fazer. Não há nada novo debaixo do sol”.

A questão do tempo é complicada. Imaginamo-nos existindo nele. Mas, na verdade, é ele que existe em nós. O tempo, como intuíram sábios do passado e deduzem, hoje, cientistas que atuam na fronteira da ciência, é só uma função da mente, simulação decorrente da marcação de eventos sob a aparente separação entre sujeito e objeto, o observador e o mundo. Uma releitura de Salomão à luz dessas teorias audaciosas remete-nos a um mar infinito de probabilidades, um eterno “é” onde tudo o que já fizemos ou faremos, imaginamos ou ainda imaginaremos existe em potência na dimensão essencial da consciência. É o ato da escolha que transmuta a idéia em forma temporária, sustentando a “realidade”. Ou, como diriam alguns físicos quânticos, é a consciência que produz o “colapso” da onda, transformando-a em partícula, a matéria aparente, em ciclos que eclodem no emaranhado do incognoscível.

Ficou mais complicado? Então chamemos os Titãs, a banda roqueira. Um de seus melhores álbuns é o “Tudo ao mesmo tempo agora”, um título que resume os insights dos velhos sábios e os modelos dos novos cientistas sobre a intricada questão do tempo. É isso aí. Agora é tudo o que existe. Não como um momento que se esvai (pois isso seria imaginar novamente o tempo linear, feito de passado, presente e futuro), mas como eternidade, o ilimitado que abrange o antes e o depois. Não há nada a fazer senão agora. O presente é o único tempo da ação.

Como será o seu ano novo? A resposta é: como está você agora? Mesmo quando os arcanos do tarô - ou outro simbolismo através do qual tentamos adivinhar o futuro – vaticinam uma paisagem, é de nosso presente que eles tratam, revelando pelo mecanismo da sincronicidade as cores ocultas de nosso inconsciente. O passado é só registro, o futuro, só projeção.

E ainda assim persistirá a sabedoria do Eclesiastes. Na ficção das formas, os opostos garantirão a vida e sua beleza e o novo ano será feliz para quem souber compreendê-los e aceitá-los: “Há tempo de nascer e tempo de morrer. Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de derrubar e tempo de edificar. Tempo de chorar e tempo de rir. Tempo de abraçar e tempo de afastar-se do abraço. Tempo de buscar e tempo de perder. Tempo de estar calado e tempo de falar. Tempo de amar e tempo de aborrecer. Tempo de guerra e tempo de paz.” (Ecl 3:2-8)
http://planetajota.jor.br/outroolhar.htm